«Eu tenho só uma vocação, que é escrever. Usar a palavra, dar-lhe vida, confiar nela para que nela vejam verdades poderosas, como a de sermos destinados a coisas maravilhosas.
Falar no maravilhoso, hoje em dia, é um risco muito grande. Que digo eu? Um risco, não; uma espécie de loucura. Sejamos loucos quando os sensatos falham, e vamos pensando como encarar o maravilhoso.»
(Agustina Bessa-Luís – Dicionário Imperfeito, Guimarães Editores, 2008)
O Mal de Gloster
(Agustina Bessa-Luís – Conversações com Dmitri e Outras Fantasias, Na Regra do Jogo, 1979)
Eu sempre o disse. E disse-o em Sapatos de Corda, que aquela casa para onde fomos viver em 1967, em Garcia de Orta, tinha um muito estranho ambiente. Dois meses depois de nos termos mudado, Agustina escreve este breve texto, em tudo inusitado, donde se vislumbra uma complexa mensagem, como que escrita na linguagem cifrada das fábulas.
Oiçam e decifrem.
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Música – excertos de:
Franz Liszt, Au bord d’une source, de Années de pèlerinage, Première année: Suisse, n.º4. Sequência MIDI de Segundo G. Yogore, http://www.kunstderfuge.com
Publica-se este episódio no dia 15 de outubro de 2022, em ligação com as comemorações do centenário do nascimento de Agustina Bessa-Luís. A Mãe...
Lembro-me de minha Mãe falar desta sua ida a Heidelberg, e do encontro com a misteriosa Dominga, na sua casa meio assombrada. É assim:...
Agustina escreve esta crónica nas férias de setembro de 1998, em Guéthary. Dedica-a ao castanheiro secular do seu jardim da casa do Gólgota –...