Agustina reflete sobre o país, o seu governo de gente transitória e sem imaginação; e sobre o seu povo, de gente timorata, que se debate entre o medo e a cobiça.
Crónica de 1995, in Ensaios e Artigos, Vol. III
--------------------------------
Música – excertos de:
Tralhoada. Música Regional Portuguesa, vol. 4, Alentejo, Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, Strauss/Portugalsom, Ministério da Cultura, 1998. Gravação de Michel Giacometti, s/ data (1.ª ed. 1965)
Menuet antique, de Maurice Ravel, sequência MIDI de Katsuhiro Oguri, https://www.kunstderfuge.com.
Perguntam-me por que razão Agustina está escrito em letra mais pequena*. – Porque é um murmúrio – respondo. – Porque é um tempo de...
Chega a primavera, e Agustina deixa os livros, sai de casa e vai ao jardim, ao seu jardim do Gólgota. Vê que nasceram os...
Nesta crónica tão atual, Agustina disserta sobre as praias – uma paisagem defunta, anuncia. (Agustina Bessa-Luís, Ensaios e Artigos, Vol. I, 1967)