Às vezes Agustina perdia a paciência. E o seu olhar reflexivo e complacente sobre a cidade e os seus habitantes encontrava uma razão para exprimir uma cólera profunda que habita os corações enegrecidos e descrentes.
(É de 1977 esta crónica, publicada nos Ensaios e Artigos, Vol. I)
——————————————
Música – excertos de:
Mozart, Minuetto, de Sonata para Piano N.º 10 em Dó Maior, KV 330 (reprodução em cravo), sequência MIDI de Katsuhiro Oguri, http://www.kunstderfuge.com
Beethoven, Grave – Allegro di molto e com brio, de Sonata para Piano N.º 8, Op. 13 (Pathétique), sequência MIDI de Bernd Krueger, http://www.piano-midi.de/
Agustina está a escrever a biografia do marquês de Pombal, e nesta crónica conta a sua imprevista ida a Soure, terra onde nasceu o...
Agustina, neste ano de 1967 morava ainda na rua da Restauração (Porto), e mudaria de casa dois meses depois para Garcia de Orta (Marechal...
Perguntam-me por que razão Agustina está escrito em letra mais pequena*. – Porque é um murmúrio – respondo. – Porque é um tempo de...